o conhecimento

O “ conhecimento” é “infinito ”. Quem está em um simples “degrau” da escada evolutiva do Caminho não pode nele ficar. É necessário ir em frente.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A VINDA DE JESUS

                                                               1. A manjedoura

1- A manjedoura assinalava o ponto inicial da lição salvadora do Cristo, como a dizer que a humanidade representa a chave de todas as virtudes.
2- Começava a era definitiva da maioridade espiritual da Humanidade terrestre, de vez que Jesus, com a sua exemplificação divina, entregaria o código da fraternidade e do amor a todos corações.
3- Debalde os escritores materialistas de todos os tempos vulgarizaram o grande acontecimento,ironizando os altos fenômenos mediúnicos que o precederam. As figuras de Simeão, (Lc) Ana, (Lc) Izabel,(Lc) JOÃO BATISTA, JOSÉ,bem como a personalidade sublimada de maria, têm sido muitas vezes objeto de observações injustas e maliciosas; mas a realidade é que somente com o concurso daqueles mensageiros da boa nova, portadores da contribuição de fervor, crença e vida , poderia Jesus lançar na Terra os fundamentos da verdade inabalável.


                                                                  2. O Cristo e os essênios

1- Muitos séculos depois da sua exemplificação incompreendida, há quem o veja entre os essênios, aprendendo as suas doutrinas,antes do seu messianismo de amor e de redenção.
2- As próprias esferas mais próximas da terra, que pela força das circunstâncias se acercam mais das controvérsias dos homens que do sincero aprendizado dos espíritos estudiosos e desprendido do orbe,refletem as opiniões contraditórias da Humanidade, a respeito do salvador de todas as criaturas.
3- O Mestre, porém, não obstante a elevada cultura das escolas essênias, não necessitou da sua contribuição. Desde os seu primeiros dias na Terra, mostrou-se tal qual era, com a superioridade que o planeta lhe conheceu desde os tempos longínquos do princípio.


                                                           3. Cumprimento das profecias de Israel  

Do seu divino apostolado nada nos compete dizer em acréscimo das tradições que a cultura evangélica apresentou em todos os séculos posteriores á sua vinda a Terra, reafirmando, todavia, que a sua lição de amor e de humildade foi única em todos os tempos da Humanidade.
2- Dele asseveraram os profetas de Israel, muito tempo antes da manjedoura e do calvário:__´´Levantar-se-á como um arbusto verde, vivendo na ingratidão de um solo árido, onde não haverá graça nem beleza.Carregado de opróbrios e desprezado dos homens, todos lhe voltarão o rosto. coberto de ignomínias, não merecerá consideração. é que ele carregará o fardo pesado de nossas culpas e de nossos sofrimentos, tomando sobre si todas as nossas dores. presumireis na sua figura um homem vergando ao peso da cólera de Deus, mas serão os nossos pecados que o cobrirão de chagas sanguinolentas e as suas feridas hão de ser a nossa redenção. Somos um imenso rebanho desgarrado,mas, para nos reunir no caminho de Deus, Ele sofrerá o peso de nossas iniquidades. Humilhado e ferido, não soltara o mais leve queixume, deixando-se conduzir como um cordeiro ao sacrifício. o seu túmulo passará como o de um malvado e a sua morte como a de um ímpio. Mas, desde o momento em que oferecer a sua vida, verá nascer uma posteridade e os interesses de Deus hão de prosperar nas suas mãos.``(Paráfrase da PROFECIA DE ISAÍAS sobre o salvador)


                                                            4. A Grande lição

1- Sim, o mundo era um imenso rebanho desgarrado. Cada povo fazia religião uma nova fonte de vaidades, salientando-se que muitos cultos religiosos do Oriente caminhavam para o terreno franco da dissolução e da imoralidade;
2- Mas o Cristo vinha trazer ao mundo os fundamentos eternos da verdade e do amor. Sua palavra, mansa e generosa, reunia todos os infortunados e todos os pecadores.
3- Escolheu os ambientes mais pobres e mais desataviados para viver a intensidade de suas lições sublimes, mostrando aos homens que a verdade dispensava o senário suntuoso dos areópagos, dos fóruns e dos templos, para fazer-se ouvir na sua misteriosa beleza.
4- Suas pregações, na praça pública, verificam-se a propósito dos seres mais desprotegidos e desclassificados, como a demonstrar que a sua palavra vinha reunir todas as criaturas na mesma vibração de fraternidade e na mesma estrada luminosa do amor.
5- Combateu pacificamente todas as violências oficiais do judaísmo, renovando a Lei antiga com a doutrina do esclarecimento, da tolerância e do perdão.
6- Espalhou as mais claras visões da vida imortal, ensinando as criaturas terrestres que existe algo superior às pátrias, às bandeiras, ao sangue e às leis humanas.
7- Sua palavra profunda, enérgica e misericordiosa, refundiu todas as filosofias, aclarou o caminho das ciências e já teria irmanado todas as religiões da terra, se a impiedade dos homens não fizesse valer o peso da iniquidade na balança da redenção.


                                                               5. A palavra Divina

1- Não nos compete fornecer uma nova interpretação das palavras eternas do Cristo, nos Evangelhos.
2- Semelhante interpretação está feita por quase todas as escolas religiosas do mundo, competindo apenas às suas comunidades e aos seus adeptos a observação do ensino imortal, aplicando-a a si próprias, no mecanismo da vida de relação, de modo que se verifique a renovação geral, na sublime exemplificação,
3- Porque, se a manjedoura e a cruz constituem ensinamento inolvidável, muito mais devem representar, para nós outros, os exemplos do Divino Mestre, no seu trato com as vicissitudes da vida terrestre.
4- De suas lições inesquecíveis, decorrem consequências para todos os departamentos da existência planetária, no sentido de se renovarem os institutos sociais e políticos da Humanidade, com a transformação moral dos homens dentro de uma nova era de justiça econômica e de concórdia universal.
5- Pode parecer que as conquistas do verdadeiro Cristianismo sejam ainda remotas, em face das doutrinas imperialistas da atualidade, mas é preciso reconhecer que dois mil anos já dobaram sobre a palavra divina.
6- Dois mil anos em que os homens se estraçalharam em seu nome, inventando bandeiras de separatividade e destruição. Incendiaram e trucidaram, em nome dos seus ensinos de perdão e de amor, massacrando esperanças em todos os corações.
7- Contudo, o século que passa deve assinalar uma transformação visceral nos departamentos da vida.
8- A dor completará as obras generosas da verdade cristã, porque os homens repeliram o amor em suas cogitações de progresso.


                                                   6. Crepúsculo de uma civilização

1- Uma nuvem de fumo vem-se formando, há muito tempo, nos horizontes da terra cheia de indústrias de morte e destruição.
2- Todos os países são convocados a conferirem os valores da maturação espiritual da Humanidade,verificada no orbe há dois milênios.
3- O progresso científico dos povos e as suas mais nobres e generosas conquistas são reclamados pelo banquete do morticínio e da ambição,
4- E, enquanto a política do mundo se sente manietada ante os dolorosos fenômenos do século, registram-se nos espaços novas atividades de trabalho, porque a direção da Terra está nas mão misericordiosas e augustas do cordeiro.


                                                             7. O exemplo do Cristo

1- Sem nos referirmos, porém, aos problemas da política transitória do mundo, lembremos, ainda, que a lição do Cristo ficou para sempre na Terra, como o tesouro de todos os infortunados e de todos os desvalidos. Sua palavra construiu a fé nas almas humanas, fazendo-lhes entrever os seu gloriosos destinos.
2- Haja necessidade e tornaremos a ver a crença e a esperança reunindo-se em novas catacumbas romanas, para reerguerem o sentido cristão da civilização da Humanidade.
3- É, muitas vezes, nos corações humildes e aflitos que vamos encontrar a divina palavra cantando o hino maravilhoso dos bem aventurados.
4- E, para fechar este capítulo, lembrando a influência do Divino Mestre em todos os corações sofredores da Terra, recordemos o episódio do monge da manilha, que, acusado de tramar a liberdade de sua pátria contra o julgo dos espanhóis, é condenado à morte e conduzido ao cadafalso.
5- No instante do suplício, soluça desesperadamente o mísero condenado:___´´Como, pois, será possível que eu morra assim inocente? onde está a justiça? que fiz eu para merecer tão horrendo suplício?``
6- Mas um companheiro corre ao seu encontro e murmura-lhe aos ouvidos:___ ´´Jesus também era inocente!...``
7- Passa, então, pelos olhos da vítima, um clarão de misteriosa beleza. Secam-se as lágrima e a serenidade lhe volta ao semblante macerado, e, quando o carrasco lhe pede perdão, antes de apertar o parafuso sinistro, ei-lo que responde resignado:___´´Meu filho, não só te perdoo como ainda te peço cumpras o teu dever.``

       
                                                                                                                                     

                                                                                                                                        . Emmanuel